A vingança secreta de Frida

A vingança secreta de Frida

O exilado Leon Trotsky com seus 58 anos, e sua segunda esposa, Natalia Sedova foram para Tampico, México, onde o muralista trotskista Diego Rivera e Frida Kahlo moravam. Diego havia lhe oferecido asilo político.

Diego não pode ir para o primeiro encontro com os trotskistas pois estava doente, mas sua jovem mulher, Frida Kahlo compareceu. Frida conheceu os jornalistas, comunistas e oficiais de governo.

Ainda ferida pela descoberta das traições de Diego com a sua irmã Cristina, Frida não perdeu tempo em flertar com Trotsky. Naquele verão, seu affair se consolidou em algo. Alguns encontros clandestinos do casal foram na casa de Cristina, a irmã vacilona de Frida. Ambos conversaram em inglês na frente de seus esposos, língua esta, era incompreensível no caso de Natalia. Trotsky também mandou cartas de amor para Frida dentro dos livros que emprestou a ela.
Diego e Natalia eventualmente descobriram o affair “proibido”. Surpreendentemente, ele deixou Trotsky ficar em sua casa, ao invés de correr atrás dele com uma arma.

Trotsky deixou para trás o auto retrato que Frida dedicou à ele. “Between the Curtains”. Na pintura, Frida está segurando um documento que diz, “Para Trotsky, com muito carinho, eu dedico está pintura. 7 de Novembro de 1937. Frida Kahlo, São Miguel, México.” 7 de Novembro é o dia de aniversário de Trotsky.

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Vou transcrever trecho do capítulo 5 do livro da Jana Rosa / Jana Rosa: “COMO TER UMA VIDA NORMAL SENDO LOUCA”. LEIAM, VALE A PENA!

“Ensinamento 5: quinze maneiras de ter fama de cool enquanto só fica em casa vendo BBB

Hoje em dia todo mundo quer ser cool. Muito cool. Não basta ser legal, tem que ser legal em inglês, que é diferente do legal que usamos pra descrever um amigo. O Cool é o que existe de mais descolado, moderno e antecipado nas tendências.

Muito antes de aquele bar inaugurar, o cool já esteve lá e já sabe qual drink vai pedir. Revista pra gente cool? Tem muita imagem-conceito e textos escritos em polonês. Música é o que os move, mas a banda precisa ter um nome enorme e em inglês, tipo “Castors of the balance of the lezard” ou “Stereo Roses Ghost Mother”, e assim que essa banda chega para tocar no Brasil, automaticamente eles já não gostam mais.

Nada pode ser mais cool do que falar que não aguenta mais uma balada, de que o lugar mudou e que a galera não vai mais pelo som. Aliás, nada pode ser mais cool do que sempre reclamar de tudo na vida. E ter o que falar sobre todos os assuntos, ter muita opinião (ou embasamento, uma versão cool para opinião).

Ser cool é sinônimo de mistério, porque ninguém nunca sabe se a pessoa cool é rica ou pobre, com o que trabalha exatamente, qual é de fato a sua turma e se é verdade que ela foi para a Suíça no fim de semana passado. Mesmo porque, ela sempre tuíta ou fala metade em francês e metade em alemão, já que inglês é praticamente o português deles.

Os cool odeiam demonstração de afeto, pode reparar, eles estão sempre com os seus amigos cool fazendo cara de quem está odiando estar com seus amigos cool. Eles não bebem refrigerante – o chá é o novo refrigerante, por isso eles só bebem chá. Além disso, eles acham moto muito mais legal do que carro, só que eles mesmos constroem a própria moto, peça por peça, porque é muito chique ser meio mecânico.

Mas na verdade, todo mundo sabe, essas pessoas que se fazem de cool são sempre as que ficam em casa vendo BBB e comendo pipoca de micro-ondas. E existe programa melhor do que esse? Não! Por isso apoiamos os cool e suas atitudes em redes sociais e nos espelhamos neles para criar uma vida de mentira e conforto, em que comemos massa e tomamos vinho rodeados de amigos inteligentes que não existem…”

Já tô na metade do livro! É muito legal e ri em vários trechos!
Comprem! Comprem! Comprem!
R$ 19,90 no site da livraria cultura!
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=42148827&sid=206123239151028405987720667