Seguidores???

Seguidores???

Qual é o preço da popularidade? Muitos vão falar que é perder a liberdade, mas esclarecemos que esse tal preço pode ser entre cinco e cem dólares, dependendo do quanto você quer ser amado. Com o aumento da força das redes sociais, seguidor é sinônimo de status – quanto mais pessoas te seguem, mais interessante você é (teoricamente). Pensando nisso que muitas agências de publicidade investem fortunas comprando um espacinho no Facebook daquela celebridade ou investindo em fan pages, cada letrinha no Twitter tem preço de ouro e um clique acompanhado de uma arrobinha esperta no Instagram? Pode fazer aquela bolsa virar a infame “it-bag” do momento. Mas, além dessa fogueira da publicidade, existe muita gente em busca de reconhecimento, dos tais quinze minutos de fama, de atenção. Eis que é neste momento – pela carência ou pela vontade de fechar contratos publicitários – que entram as tais compras de seguidores. Milhares de empresas se espalham na internet com produtos bem conhecidos: quantos likes você quer comprar? Quantas pessoas você precisa na sua fanpage? E quantos seguidores você quer no Instagram? E Twitter? Pois bem, resolvemos tirar a prova e ver como isso funciona. Sabe quanto custa o pacote com trinta mil visualizações em um vídeo no Youtube? U$ 35,. E duzentos mil seguidores no Twitter? U$280,. Dá até pra comprar amigos no Facebook e seguidores no Instagram. Mas isso é ilegal? O especialista em mídias sociais, João Pedro Motta, conta que não: “Ilegal, não é. Mas viola as regras de todas as redes sociais.” João lembra do último escândalo envolvendo compra de seguidores, que virou notícia na BBC. A matéria revelou que 47% dos fãs de Justin Bieber no Twitter são falsos.
Mas como descobrir? Amber Filgueiras, que é formada em Direito e trabalha com social media desde 2007, nos conta: “No Twitter era fácil saber. Você entrava nos followers de uma pessoa ou marca, e pelos nomes ou foto do perfil você conseguia identificar quem era ou nao robos, trazidos por scripts*. No Facebook é um pouco diferente, porque no geral as pessoas são reais, mas por um mecanismo elas acabam “curtindo” uma página ou se tornando amiga de um perfil.” Amber também aponta o que ela acha ser o futuro das mídias sociais: “Eu não acho que a prática se tornará ilegal (de compra de likes e seguidores), no sentido de ser proibido por lei mesmo. O que eu acho é que essa prática se tornará muito vazia ou desinteressante. A tendência são os nichos: falar com menos pessoas, mas com mais qualidade.” Para conhecer o mecanismo desses sites de compra, resolvemos optar pela compra de 500 seguidores em uma rede social – sem usar nossas contas do Petiscos, que isso fique bem claro. O processo é bem simples. Você entra no site, não precisa fazer cadastro. Escolhe o que você quer (no nosso caso foram 500 seguidores), indica a conta e a rede social que você quer que essas pessoas sigam, paga no cartão de crédito, aguarda 48 horas, no máximo, e espera esses fantasmas virtuais aparecerem na conta. É assustador, pois são perfis com nome, sobrenome, foto no perfil e que seguem tantas outras pessoas, muitas vezes até são seguidos de volta (por serem reais, talvez). E não pense que fica só nisso não. No Instagram, por exemplo, você pode ter likes e comentários comprados, inclusive podendo escolher o que você quer que cada um comente. Tudo isso é, no mínimo, bizarro. A dica? Não se deixar levar pelo que falam ou pelo que curtem por aí, mas se embase em informações de fontes seguras, mais de uma.

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