‘Todo mundo em pânico 5’ satiriza sucessos recentes do cinema

Como nos filmes anteriores da série, “Todo mundo em pânico 5” requer um conhecimento prévio de alguns dos filmes mais badalados dos últimos anos. Caso contrário, para quem assiste, essa sátira será indecifrável. No caso, os alvos são “Atividade paranormal”, “Mama”, “Cisne negro” e “Planeta dos macacos: A origem”.

A primeira cena é, na verdade, a melhor. Estão na cama prestes a transar Charlie Sheen e Lindsay Lohan, que interpretam a si mesmos, sem o menor pudor de se ridicularizarem, citando seus inúmeros problemas com a justiça.

Quando Chalie desaparece, seu irmão, Dan (Simon Rex), e a mulher dele, Jody (Ashley Tisdale), precisam cuidar do trio de sobrinhos – duas meninas e um bebê -, que foram encontrados numa cabana na floresta.

Nessa primeira parte, “Todo mundo em pânico 5” segue de perto a trama do filme de terror “Mama”, expondo e ridicularizando os absurdos do filme protagonizado por Jessica Chastain, exibido nos cinemas brasileiros há poucos meses.

Jody não quer ser mãe e, mesmo se quisesse, ela não leva o menor jeito – sendo capaz de, acidentalmente, colocar fogo na cabeça do bebê, entre outros desastres.

Desde pequena, ela tem outro sonho: tornar-se bailarina. Para isso, participa de um teste para uma montagem de “O Lago dos Cisnes”. Aqui, Ashley assume o papel que rendeu um Oscar a Natalie Portman, protagonista de “Cisne Negro”. E encontra uma rival, sua substituta, Kendra (Erica Ash), além da veterana que perdeu o lugar para ela, interpretada por Molly Shannon.

Enquanto isso, Dan é um cientista, cujas pesquisas desenvolvem um macaco mais inteligente do que todo os personagens do longa juntos. Jerry O’Connel – que esteve no “Pânico” original, de 1997 – interpreta Christian Gray, sujeito que perdeu toda a fortuna decorando o quarto com equipamentos para a prática de sadomasoquismo.

Outro sujeito, que é a cara de Leonardo DiCaprio, ajuda Jody a entrar no sonho de uma das sobrinhas para tentar descobrir o que é a tal da Mama. A ficção científica “A origem” e o romance “50 tons de cinza” também comparecem na trama.

“Todo mundo em pânico 5” é só um pouco mais de humor barato – nem sempre engraçado. Apesar do roteiro assinado pelo veterano David Zucker, é melhor que ninguém alimente expectativas muito altas, ou espere algo no estilo de outras comédias assinadas por ele, como as da série “Corra que a polícia vem aí”.

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Só Pedrada Musical & Red Bull Music Academy se unem em evento em São Paulo

Só Pedrada Musical & Red Bull Music Academy se unem em evento em São Paulo

Rolê monstro para os habitantes da Babilônia na próxima quarta feira, 3 de julho!!!

O Só Pedrada Musical, em parceria com a Red Bull Music Academy, prepara uma noite especial para os fãs dos subs e graves no Beco 203 em São Paulo.

A escalação da noite vem forte com Tropkillaz, projeto do DJ Zegon ao lado do prodígio produtor André Laudz de Curitiba, que acabaram de voltar de uma turnê pelo Leste Europeu, os produtores paulistanos CESRV e Sants, além de Psilosamples mostrando a sua mistura da musica tradicional brasileira em sonoridade eletrônica.

Além dessa monstruosidade sonora que eu soltei ai em cima, tem também o set sempre fino do DJ Tamenpi, e a galera do Coletivo Metanol FM fechando a noite.

Todos os sets e LIVEs serão gravados e apresentados em áudio no site da Red Bull Music Academy em um especial sobre a festa e a nova cena eletrônica brasileira.

Serviço:
Só Pedrada Musical & Red Bull Music Academy apresentam:
BRAZILIAN BASS & FUTURE BEATS
Live In São Paulo @ Beco 203
Dia 3 de Julho, quarta-feira, a partir das 23h.

Valores:
R$ 25 (na lista até 00h)
R$ 30 (na lista após 00h)
R$40 (porta s/ lista)
Lista: sopedradamusical@gmail.com

Beco 203 – Rua Augusta, 609

Programação:
Warm Up:
DJ Tamenpi (Só Pedrada Musical)

LIVE 1:
Sants (SP)

LIVE 2:
Psilosamples (MG)

LIVE 3:
CESRV (SP)

LIVE 4:
Tropkillaz (Zegon + Laudz) (SP/CWB)

Final Set:
METANOL FM

Que tal abastecer seu carro com água do mar?

Que tal abastecer seu carro com água do mar?

” Cientistas da Universidade de Wollongong, na Austrália, desenvolveram uma nova maneira de transformar água do mar em hidrogênio, uma fonte de combustível sustentável, limpa e ilimitada.

Digital Sustainability’s insight:

Cinco litros da água do mar são suficientes para abastecer uma casa de tamanho médio e um carro elétrico por dia. A afirmação parece inimaginável, não é mesmo? Mas cientistas da Universidade de Wollongong, na Austrália, desenvolveram uma nova maneira de transformar água do mar em hidrogênio, uma fonte de combustível sustentável, limpa e ilimitada.

A equipe de pesquisa do Centro de Ciências de Materiais Elétricos desenvolveu um catalisador que, com ajuda da luz, ativa a oxidação da água, o primeiro passo para a separação da água do mar para produzir hidrogênio combustível.

Uma das principais limitações das tecnologias atuais é que o processo de oxidação demanda mais energia de entrada do que realmente produz de combustível. A utilização de água do mar abundante tem ainda outro inconveniente como subproduto: o gás cloro venenoso.
A meta é produzir uma quantidade maior possível de hidrogênio com um consumo menor de eletricidade.

Mas a equipe liderada pelos professorres Ju Chen e Gerry Swiegers produziu uma clorofila artificial em um filme plástico condutor que atua como um catalisador para iniciar a separação da água. A meta é produzir uma quantidade maior possível de hidrogênio com um consumo menor de eletricidade.

Descobertas e tecnologias

O polímero flexível permitiria uma ampla gama de aplicações. “O sistema que criamos, incluindo os materiais, nos dá a oportunidade de projetar vários dispositivos e aplicações que utilizam a água do mar como fonte de produção de energia”, explicou o professor Ju Chen à revista Chemical Science. “A natureza flexível do material também proporciona a possibilidade de construir dispositivos portáteis produtores de hidrogênio.”

Gordon Wallace, outro pesquisador concordou com o colega: “No mundo de hoje a descoberta de materiais de alto desempenho não é suficiente. Isso deve ser conjugada com a fabricação inovadora para fornecer dispositivos de alto desempenho prático e este trabalho é um excelente exemplo disso”.

Usuário de maconha medicinal

 Usuário de maconha medicinal

Já falei uma vez sobre a fotógrafa Robyn Twomey (veja sua série sobre as coelhinhas da Playboy). Seus trabalhos já apareceram em grandes mídias como a Time, Fortune, New York Times Magazine, Wired e New York Magazine.

Robyn foi requisitada pela Fortune Magazine para registrar a onda de maconha medicinal e seus uruários que invadiram a Califórnia nos últimos tempos. Ao fotografar os bastidores dos dispensários, ela conheceu Jordan Mays, de 19 anos. Jordan tem uma forma rara de leucemia e 50% de chance de combatê-la. Jordan revelou para Robyn o coração do movimento medicinal da maconha, explicando que as pessoas não estão apenas à procura de uma boa loucura, mas os pacientes reais cujas vidas são significativamente melhoradas com a cannabis.

Desde então, ela já fotografou mais de 25 pacientes com uma variedade de histórias que revelam um grupo diversificado de pacientes de saúde física e mental, que dependem de cannabis como medicamento, apesar do estigma social e a legalidade frágil.

Estátuas hipsters do Louvre

 Estátuas hipsters do Louvre

Foi a partir da pergunta sobre o valor da roupa na nossa sociedade moderna e sua importância que essa série foi produzida. Como você se veste revela a sua personalidade?

Baseado nesse contexto, o fotógrafo Leo Caillard depois de passar um dia no Museu do Louvre em Paris, teve a ideia de vestir as estátuas clássicas com roupas “modernas” na série: Street Stone. Estas estátuas nuas, sem roupa alguma representam uma figura emblemática ideal, com conceito de perfeição de um passado muito distante. Agora vestidos, Caillard está a tratar o poder de representação, sendo assim, agora as estátuas aparecem como figuras de cidades modernas, com um estilo próprio. O fotógrafo quis dar o tom de realismo em cada uma delas a partir de um visual diferente.

Para fazer essas imagens, Caillard primeiro fotografou as estátuas separadamente, para saber suas formas e gestos, depois ele fotografou os modelos em estúdio fazendo as mesmas posições das estátuas, e então o designer gráfico Alexis Persani especializado em edição, transformou as conhecidas estátuas do Louvre através do Photoshop, vestindo-as com uma outra roupagem.

Olha o resultado! Estátuas hipsters? Bom, com as roupas e estilo do corte de cabelo e barba dá pra dizer que elas ficaram bem contemporâneas né?

As mulheres reais de Evelyn Negahamburguer

 As mulheres reais de Evelyn Negahamburguer

A artista plástica Evelyn Negahamburguer tem um talento e tanto para criar seja em aquarela, nanquim, além de se envolver também com técnicas como o graffiti, sticker e fazer intervenções urbanas. Evelyn gosta de produzir temas como o feminismo, aceitação do corpo, sexo e cotidiano e suas personagens são garotas em sua maioria nuas, mas que mesmo assim, não se revelam por inteiro.
Com a neura da maioria das mulheres em buscar o corpo perfeito e a “obrigatoriedade” da bela forma que bombardeia todas nós, a artista dá vida as personagens que se assumem como são: gordas, magras, peitudas ou com peitos pequenos, que estão depiladas ou peludas, que não possuem o corpo perfeito mas que são reais e todas elas são inspiradas pela ideia de “Seja você mesmo“. As curvas fazem parte dos nossos corpos e exatamente dentro desse contexto das mulheres de se aceitar como são, Negahamburguer faz com que suas criações evidenciem a necessidade feminina de se apropriar do corpo de todas as formas e faz isso dialogando com diferentes linguagens, ferramentas digitais e pintura, sempre com um pouco de ousadia.

Você pode encontrar seus desenhos em muros pela cidade de São Paulo, e ainda conhecer mais dela no site e facebook.

Achei incrível o trabalho dela 🙂

A TECNOLOGIA DO AMOR

 A TECNOLOGIA DO AMOR

O AMOR e a SENSIBILIDADE são as tecnologias mais potentes da humanidade.

Infelizmente elas não fazem parte dos currículos escolares, a não ser tangencialmente nas disciplinas humanas que, muitas vezes, são apenas decoreba e conteudismo.

Uma sociedade que não se pensa pelo sensível, que não estuda as implicações práticas do amor, está fadada à crise que vivemos agora. Tanta tecnologia científica e tão pouca ética e humanismo.

Escrevo isso depois de me sentir frágil após um pequeno acidente ciclístico e ser ajudada. A ajuda gratuita e voluntária é um gesto de humanidade que nos muda profundamente. Me recompus e quis ajudar alguém, para que o ciclo de amor continuasse.

Vi, então, um menino atirado no chão, da mesma forma em que eu fiquei quando cai da bicicleta. Mas a ele ninguém oferecia ajuda.

Era um menino, que, como eu, estava com o corpo estirado na calçada. Mas ele estava ainda mais frágil do que eu: estava sujo. Pés machucados. Olhos purulentos. Roupas rasgadas.

Fiquei uns minutos tentando saber o que fazer. Não sabia se ele queria algum tipo de ajuda, mas era evidente seu abandono. Acordei-o gentilmente e dei dez reais a ele. “Oh, brigada tia”. E eu sorri pra ele com todo amor que pude.

Segui meu caminho, ainda meio manca, com a certeza de que não são dez reais as ajudas que aquele menino necessita. Negro de cor vibrante e linda, o menino possivelmente é um descente de alguém trazido a força ao Brasil há mais de 1 século e meio. As violências as quais toda sua genealogia fora submetida são talvez inalcançáveis para alguém como eu. Um ser que sofre “apenas” por estar a mercê do ideal bizarro de beleza, do machismo, da homofobia que machuca meus amigos, do ódio contra os ciclistas, do desprezo aos artistas etc etc.
Para que aquele menino jogado na rua da Cidade Baixa, em Porto Alegre, exista com dignidade precisamos ser educados para o amor. Para que eu exista com integridade, preciso aprender a existir com a tecnologia do amor muito mais do que qualquer outro tipo de ferramenta.

Sinto que vivemos em uma crise, a maior delas. Somos guiados pela lógica da pressa, da produtividade, que nos faz correr contra o tempo e não a favor dele. As mercadorias precisam ser vendidas, os estoque substituídos, para que dinheiro seja gerado. E o ciclo vicioso da pressa cega nossa sabedoria de AMOR. A crise humanista de hoje não é má (sou uma otimista convicta). É ela que nos permitirá olhar para os seres que tornamos invisíveis e, quem sabe, voltarmos a ser humanos.