Lista da mudança – pra você que está mudando ou sabe que esse dia infernal vai chegar

Lista da mudança – pra você que está mudando ou sabe que esse dia infernal vai chegar

Ser perseguida por um golfinho assassino da Ucrânia, enquanto pula sete ondas, e pegar o Tiririca, podem parecer algumas das coisas mais horríveis que você já ouviu falar nos últimos tempos. Mas, só uma delas se compara ao terror que é a existência do pastor Marco Feliciano, na Terra: mudar de casa.

Esse drama da vida adulta me assombrou desde dezembro, quando comecei a procurar um novo lar. Achei que em uma semana estaria linda, em uma sala com portas de vidro para jardins com palmeiras e flamingos, mas não foi nada disso! O drama se estendeu por mais de três meses… TRÊS MESES!

Enquanto escrevo esta coluna, dou paradas imensas para organizar caixas com revistas que nunca li e sapatos que nem lembrava que tinha. E o pior (ou melhor), desta vez fiz tudo sozinha, toda a mudança, todo o planejamento, todas as decisões. Uau, que adulto!
Fui atrás de apê, reconheci firma trezentas vezes, pedi documentos para fiador, tratei com advogados, pintores, marceneiros, corretores demoníacos e vendedores de tapete. Só para citar alguns. O resultado são essas dicas maravilhosas, para você que está passando por uma fase difícil não se sentir sozinha. Digamos que, pelo menos, mãe Janessa está ao seu lado! Só não me chame para colocar seus livros em caixas, porque se tiver que fazer isso mais um dia da minha vida, acho que morrerei.

A decisão!

Decidiu mudar? Então, tenha tempo livre e coloque seu tênis mais confortável. Por algum motivo misterioso, os sites de imobiliárias no Brasil vivem na era da internet discada. Ou não têm informação nenhum nas buscas, ou têm uma informação xucra, com micro fotos péssimas (quando têm). É quase impossível fazer uma primeira pesquisa antes de sair para bater perna. O processo é o contrário: você vai bater perna, anota as placas e imobiliárias e então começa a ligar para elas para saber dos prédios que gostou e se pode visitar os apartamentos. Então, numa dessas, você já perdeu 12 anos de vida – mas é assim mesmo, porque achar um apê dura 37 anos mais ou menos.

Os muquifos

Saiba que na sua busca sofrida e demorada, alguns corretores demoníacos e mal encarados (quando não truqueiros) vão tentar te empurrar os lugares mais absurdos e tenebrosos, daqueles que você nem imaginava que existiam na sua cidade. Na minha peregrinação bizarra por um apê, visitei locais com salas que tinham janelas para um vão, dando vista para todas as outras janelas das salas dos prédios vizinhos (tipo ver TV, enquanto seu vizinho vê TV, olhando pra sua cara). Visitei até um ex-centro de macumba, que estava para alugar como residencial, mas precisava de algumas reformas por causa dos quartinhos de sacrifícios (sério).
Documentos infinitos

Alugar uma casa te faz descobrir que não sabe nada da vida, porque tem documentos seus, sobre você, sobre suas posses, sobre seu tio, que jamais imaginou que existiriam. São 190 mil documentos exigidos, mais seu extrato de muitos meses, que te faz se sentir mal e ter vergonha de gastar tudo em rodízio japonês (logo que imprime, promete nunca mais fazer isso e no dia seguinte vai de novo). Esses documentos demoram para sair, pois dependem de contadores, escritórios, cartórios e da boa vontade de todos. Enquanto isso, corretores te ameaçam dizendo que a fila para o apê está enorme e, que se demorar demais, você vai perder. Te tratam como se você fosse uma preguiçosa porque não conseguiu resolver tudo em um dia (alguém consegue resolver mais que três coisas em um dia trabalhando?). Quando você finalmente reúne 300 paginas de papel e leva, dizem que faltam mais 45 itens surpresa. Pois é.

Telefone pesadelo

Eu odeio telefone mais que tudo e, em uma rápida pesquisa no Facebook, descobri que quase todo mundo odeia (só meus amigos @cafremder e @alvaroleme gostam), mas para conseguir um lar, você precisa passar 23 horas por dia no telefone. Ligando em imobiliárias, tratando com corretores por tel, ligando para seu fiador e lembrando ele de te mandar 7 mil documentos com urgência, ligando pra perguntar se ele mandou, ligando pra pintores, faxineiras, empresas que limpam apê pré-mudança, marceneiros, tios que desmontam guarda-roupa por preço amigo, tio que faz carreto, loja de sofá, loja que vende geladeira, sua mãe (pra ligar chorando todo dia dizendo “eu não aguentooo maaaais mãeeee) e, se você tiver sorte, um psicólogo. A barra é pesada. Pra piorar só um pouco, saiba que todos eles te responderão em muitas outras ligações, deixando recados na sua caixa postal e te enlouquecendo mais ainda.
Protocolos, até quando?

Em todas as milhões de ligações que fizer, a pior coisa que pode acontecer com alguém te acontecerá, pode crer: atendentes de telefonias, TV a cabo, empresa de luz e talvez até de empresa de limpeza te pedirão para anotar protocolos. Todos com 55 números, que elas vão falar muito rápido, para perturbar mais ainda sua cabeça. E, claro, você não vai ter sequer uma agenda na mão para anotar. Para conseguir ser feliz e encontrar seu novo lugar no mundo, prepare-se para fingir que anotou tudo, dizendo UHUM depois de cada número, pedindo para ela repetir os dois últimos, enquanto checa o Facebook. Porque a verdade é que ninguém anota esses números inúteis.

Orçamento, seu novo melhor amigo

Se quer mudar, aprenda a orçar. A sua realidade agora é essa. Orçar aluguel e fazer proposta para todos. Orçar pintura, faxina, eletricista, carreto, sofá, mesa, TV moderna, saboneteira, portãozinho para o cachorro na área de serviço… Não existe mudar sem orçar. Digo isto porque sempre tive preguiça, mas depois que entrei nesse rolê da galera que orça, consegui um desconto de 300 reais em uma empresa de limpeza pré mudança (viu como gosto de usar esse termo? É que aprendi essa semana).

Fazer a maldita

Para vencer na vida no seu novo apê, você tem que ser mais do que uma simples “faca na bota”, tem que ser maldita! Tem que colocar um pintor contra o outro, dizendo “O Seu Custodio orçou em 2 mil tudo, Raimundo…”. Tem que fazer empresas serem inimigas: “Olha adoraria fechar com vocês, mas a Masquelimpo me cobrou a metade do preço e eles têm agenda pra amanhã”. Tem que mendigar para corretores, sem dó, só na barganha, mandar proposta, ficar firme nela, pechinchar cinqüenta reais a menos, não arredar o pé. Boazinha só se dá mal nessa hora, infelizmente. E só vão abaixar os preços se você enlouquecer a cabeça deles, igual fizeram com você deixando recados na caixa postal e dizendo números de protocolo. Socorro!
Por último, reserve pelo menos um fim de semana inteiro para arrumar as suas coisas. A depressão por ter tanta tralha vai ser forte e você precisará de muito tempo para entender por que comprou tanta latinha de guardar nada e DVDs que nunca assistiu.

E boa sorte na nova casa : )

MUSTANG, NAS ALTURAS

MUSTANG, NAS ALTURAS

26 anos e muita adrenalina, esse é Mustang Wanted ou Spider-Man, como ultimamente vem sendo chamado. Um garoto que desde pequeno tomou gosto pelos esportes radicais e hoje é responsável por deixar as pessoas com aquele “frio na barriga”, isto porquê, o moço resolveu que sua diversão é subir em altas estruturas, pendendo-se de um lado para o outro, nas pontas dos pés. Tudo para garantir as melhores imagens e o privilégio da visão de um pássaro.

Medo de cair? Mustang conta que prefere morrer ao sofrer uma lesão que poderia acabar com sua “skywalking” carreira.

De flexões no alto de uma torre de metal a cerca de 300 metros de altura, ou então pendurado em um guindaste de 150 metros suspenso no ar. Isso seria o suficiente para deixar a maioria das pessoas com as mãos suadas. No entanto, o jovem diz:

“Às vezes acho que sou um robô. Eu não sinto nada. Minha única preocupação real é ser pego pela polícia”.

As imagens são incríveis, no entanto não aconselho ninguem a se aventurar dessa forma, o perigo existe e qualquer deslize, a visão poderá ser encarada de outra forma.

Agora, deixo você com belas imagens, além de um vídeo que mostra uma das aventuras do nosso Spider-Man. Enjoy!

CONHEÇA A ARTE DE “GAO BROTHERS”

 CONHEÇA A ARTE DE “GAO BROTHERS”

Os artistas do projeto “Gao Brothers”, são os irmãos Zhen e Qiang da China. Eles tem proporcionado grandes colaborações na área da pintura, instalação, performance, escultura, fotografia e escrita desde 1980.

Seu trabalho tem sido exibido e reconhecido em todo o mundo, suas coleções são mantidas em museus, tais como o Museu Nacional da China, Centre Georges Pompidou, The San Francisco Museum of Modern Art, Kemper Museum of Contemporary Art e Princeton University Art Museum.

Comprometidos socialmente, os artistas se aproximaram das artes como meio de expressão política. A imagem de Mao por exemplo é uma escultura de referência a sua iconografia. Ela tem sua origem na experiência de um trauma de infância vivido por Gao Zhen o irmão mais velho. Ele explicou que em “1968 foi um momento crucial na Revolução Cultural, onde muitas limpezas políticas ocorreram. Nosso pai, um trabalhador simples foi jogado na prisão. Nós ainda não sabemos se ele realmente cometeu o suicídio como as autoridades nos disseram ou se ele foi morto durante sua prisão “
Ambos os irmãos foram iniciados na juventude para a arte tradicional chinesa, o irmão mais velho se formou em Shandong na Academia de Belas Artes e o irmão mais novo na Universidade de Qufu. As influências adquiridas artísticas e intelectuais se fundiram em suas criações , a beleza é gerada com mensagens pertinentes.

Sua arte é crítica e multiforme, eles se recusam a ser limitados a apenas um meio, “o importante é a que mensagem seja transmitida“, declara Gao Brothers em seu site.

Em 2009, os irmãos Gao abandonaram a modernidade da resina, voltando-se para a austeridade de bronze. A execução de Cristo representa sete soldados atirando em Cristo , o título é claro: não é um sacrifício, mas uma execução.
O trabalho fotográfico de “Gao Brothers” lhes garantiu fama internacional. Uma de suas séries mostra os irmãos e outros modelos anônimos nus. A nudez é uma área bastante utilizada pelos artistas para a expressão de suas opiniões.
Por cerca de dez anos, os Gao Brothers organizaram performances em torno da ideia de abraçar. Trata-se do projeto Hug, primeiro acontece o abraço do casal e depois um abraço coletivo. Alguns modelos estão vestidos, outros não, cerca de 150 pessoas foram reunidas pela primeira vez, através desta experiência.
Para conhecer melhor o trabalho dos GAO BROTHERS, é só acessar o site deles: http://www.gaobrothers.net/

História e Significado Tatuagem Maori

História e Significado Tatuagem Maori

A tatuagem no estilo maori tem amantes fiéis e a cada dia que passa encontra novos adeptos. O atrativo desse estilo de desenho é que, além de seus belos grafismos, há uma ampla simbologia, que reflete aspectos de um povo de cultura singular, por trás de cada arte.

Maori é mais que um estilo de tatuagem propriamente dito. É a demonstração de força, luta, coragem e cultura deste povo nativo da Nova Zelândia.
Maori

Os maori são uma das tribos nativas da Oceania e um dos últimos povos a serem descobertos pelos colonizadores, devido ao isolamento desse continente. São conhecidos como guerreiros – morrer em batalha era uma honra para um maori! Outra questão importante na cultura desse povo é o respeito pelos mais velhos. Eles são os sábios, chefes, conselheiros e guias espirituais que garantem a sobrevivência de um bem muito precioso para a tribo: seus mitos e tradições. É dever dos mais velhos garantir que as novas gerações conheçam e respeitem as crenças maori, que garantam que estas sejam seguidas no dia a dia, e que, assim, a união do grupo seja mantida.
Arte e crença

A arte maori é muito rica e se expressa de várias formas, como, por exemplo, em tecelagem, escultura, na dança e em tatuagens, refletindo o que é importante para a tribo, principalmente seus mitos e crenças.

Os artefatos vão de mantos a armas, artigos domésticos, decorativos, representavam status social, eram instrumentos de guerra ou serviam para fins religiosos. Serviam de suporte para atos grandiosos como reuniões, rituais, guerras e para ao dia a dia, como para espantar maus espíritos, por exemplo.

A crença maori é animista, ou seja, acreditam que todas as formas de vida possuem anima ou, como diríamos hoje, consciência ou alma. Com base nessa crença, o sistema religioso maori é holístico e a natureza é companheira do homem.

Os diversos ritos e cultos servem como mantenedores da ordem social e fornecem sentido e estrutura para a vida e a sobrevivência da tribo.
Entre alguns símbolos sagrados maori, que podem ser vistos no artesanato e também nas tatuagens, estão:

Tiki – Personifica o “homem” criado pela primeira vez. Suas representações geralmente são em forma humana, com uma cabeça naturalista. Cada escultura tinha uma identidade que representava um ancestral em particular ou um espírito. Uma importante relação de Tiki com o homem se fazia por meio das “revelações ou personalidades de Tiki”, que se manifestavam com atos de “bravura”, “sabedoria” ou “força”.

Manaia – O manaia é o segundo símbolo predominante após o tiki e, de acordo com a lenda, é um pássaro mensageiro entre o mundo terrestre e o espiritual. Titular de grande energia, guarda contra o mal e protege a terra, o mar e os céus.

Geckos – Dotados de poderes sobrenaturais, conseguem enxergar o futuro e protegem as pessoas contra os perigos que podem se apresentar.

Língua humana – A língua é comum em representações tiki e também presente em danças cerimoniais, onde constitui um ato de desafio e é símbolo de coragem e força. Relaciona-se à natureza guerreira dos maori.

Koru – O espiral, símbolo do renascimento, representa o movimento cíclico da vida.
Tatuagem

Toda a ligação entre crença e arte se reflete na tatuagem maori. Esse povo é considerado o precursor dessa forma de arte, que nessa tribo era feita especialmente pelos tohunga, com ossos e objetos cortantes para a aplicação da tinta.

Na cultura maori, tohunga é um especialista de qualquer habilidade ou arte, seja religiosa ou não. Isso inclui especialistas sacerdotes, curandeiros, navegadores, escultores, construtores, professores e conselheiros. As tatuagens eram como remédios prescritos pelos doutores tohunga para a cura dos males – neste caso, a cura do espírito e da alma. Os desenhos tinham o poder de curar e de prevenir, de proteger, afastar, atrair, reverenciar, saudar e de lembrar; eram o amuleto de sorte das muitas batalhas de um povo genuinamente guerreiro. Na tatuagem é que podemos conotar a forma mais expressiva de magia utilizada pelos maoris.

Esse tipo de “tatuagem” também era usada como forma de “aperfeiçoar o corpo” e deixá-lo mais bonito. Tatuar diferentes regiões do corpo com símbolos deste povo, por exemplo, poderia transmitir a intenção de melhorá-lo e torná-lo mais sensual; tatuagens na cabeça, parte mais sagrada do corpo, podem representar a vontade de afirmar quem a pessoa realmente é – é quase uma declaração sobre sua vida. E essa pode ser considerada a principal ideia por trás das tatuagens maori – a representação da vida do tatuado. Os desenhos contam a história da vida pessoal, revelam o status, os desejos e eventos que se deram com o membro da tribo. Por exemplo, grandes chefes maoris têm o rosto inteiramente tatuado, e, quanto mais tatuagens, maior o prestígio daquele membro na tribo, devido a todos os seus feitos e toda a sua importância naquele lguar.
Em tradução livre, um relato do capitão James Cook, um dos responsáveis pela colonização daquele território, a respeito das tatuagem maori:

“As marcas, em geral, são espirais desenhadas com grande minúcia e até elegância. Os lados correspondem um ao outro. As marcas no corpo lembram folhagens em ornamentos antigos, […] mas nestes trabalhos há tamanho luxo nas formas que, de centenas de desenhos aparentemente iguais à primeira vista, um exame de perto explicita que não há produções iguais.”

Mas com isso vem um fato curioso: como os maoris tatuavam seus rostos por diversos motivos pessoais e familiares, eles guardavam as cabeças – parte mais importante do corpo – de seus inimigos em urnas sagradas como troféu. Interessados na “iguaria”, os colonizadores, no século XIX, começaram a trocar esses artigos por dinheiro e armas de fogo. Isso instigou o início de uma guerra entre os maoris, que passaram a buscar cabeças para trocá-las por suprimentos.

Em 1831, essa prática foi proibida, e missionários que chegaram à ilha quase dizimaram a cultura local. Assim como ocorreu com nativos de outras regiões, os maoris tiveram incontáveis perdas devido ao processo de colonização. Atualmente, sua população beira as 700 mil pessoas (a população da Nova Zelândia é de quase cinco milhões); este número tem crescido em aproximadamente 10 mil por ano.

Mas os colonizadores não conseguiram destruir uma cultura com raízes tão profundas, que ao invés de ter sido dizimada, é muito valorizada nos dias atuais, não só pelas suas manifestações, mas também pela forma de interação entre o homem e a natureza.
E as tatuagens são muito importantes nesse aspecto: as tatuagens maori são um marco na história dessa forma de arte e, além da beleza de seus desenhos, eles revelam uma simbologia impressionante de uma cultura rica e complexa. Elas vão além da manifestação artística, representando plenamente uma manifestação humana e cultural. São, literalmente, a vida à flor da pele.

A caligrafia urbana de Simon Silaidis

 A caligrafia urbana de Simon Silaidis

A caligrafia urbana de Simon Silaidis

Simon Silaidis é um designer grego que mora na capital de seu país e a pouco mais de um ano teve um estalo. Silaidis resolveu passar do papel para as paredes suas ideias.

Inspirados pelo estilo de escrita de diversas regiões do globo, como as árabes e orientais, ele sempre “escreveu” em folhas com canetas feitas de bambu e depois de perceber que em Atenas há muitos lugares abandonados, passou sua arte para as ruas.

Apesar dos seus mais de 10 anos de experiência em design, somente há um ano ele tem transformado o visual da capital grega, chamando isso de “Caligrafia Urbana”. Ao passar sua arte e mensagem do papel para a parede ele usa vassouras e grandes escovas.

“Vivendo em tempos que a esperança parece ter perdido o seu significado e as esferas da humanidade nos caminhos de incerteza e do ódio.” – diz Simon.

O Design Wars fez até um vídeo (lindo, diga-se de passagem) com o Simon, intiyulado “Skyfall”, e que mostra um pouco do trabalho dele. Saca só, vale muito à pena.

Registros fotográficos do rastro de destruição de Chernobyl

Registros fotográficos do rastro de destruição de Chernobyl

Em abril de 1986, o reator nuclear No. 4 na Planta Nuclear de Chernobyl perto da cidade de Pripyat sofreu um acidente catastrófico durante testes no sistema. A explosão resultante e o fogo, liberaram enormes quantidades de contaminação radioativa na atmosfera, que então se espalhou por um bom pedaço ocidental da USSR e Europa.

Este, é considerado o pior acontecimento nuclear da história e é um dos apenas 2 acidentes classificados como nível 7 na Escala Internacional de Eventos Nucleares.

Pripyat é uma imagem congelada da vida soviética dos anos 80. Slogans de propaganda ainda estão pendurados nas paredes e brinquedos de crianças continuam no mesmo lugar onde foram abandonados. Mas os prédios estão apodrecendo, as tintas estão descascando e ladrões levaram embora tudo que poderia ter valor. Árvores e gramas estão aos poucos retomando o local.

O acidente que destruiu o reator 4 de Chernobyl está diretamente ligado a morte de 31 funcionários que o operavam, bombeiros e pessoas que ajudaram durante a tragédia durante os 3 meses que se seguiram a catástrofe. Na sequência, um número que nunca foi determinado de mortes for causa da exposição a radiação também aconteceu.

Mais de 20 anos após o acidente, debates ainda acontecem sobre quantas pessoas realmente morreram. Com medo da repercussão negativa, a U.S.S.R. por diversos anos proibiu médicos a listarem radiação como causa de morte. Estimativas de morte relacionadas vão de 56 a milhares. A World Health Organization (WHO) sugere que o número final seria em torno de mais de 4 mil mortes de civis e os números de morte apresentados como “consequência” da radiação passam de um milhão. Uma publicação Russa concluiu que entre 1986-2004 houveram 985.000 mortes prematuras por cancer em torno do mundo, como resultado da contaminação radioativa de Chernobyl.

O fotógrafo Ryan Patrick visitou a cidade de Pripyat e registrou o que sobrou dela: uma cidade fantasma, parada no tempo, que parece apenas esperar seus filhos retornarem.

O surrealismo de Will Ferreira ganha exposição em Sorocaba

O surrealismo de Will Ferreira ganha exposição em Sorocaba

Acontece, até 20 de junho, a exposição do artista plástico e grafiteiro WILL FERREIRA, no Espaço Cultual Frans Café Villágio.

A mostra, que conta com 8 obras acrílico sobre tela, tem uma temática forte e expressiva que expõem o que Will pensa e o que vê ao seu redor em seu cotidiano.

Para Will, a arte tem que falar alguma coisa. “O observador tem que ver o artista em cada quadro, como por exemplo, o artista Salvador Dalí, você vê o estereótipo dele em seus trabalhos. Ele é tão a sua arte que transpassa para a tela. Onde ele estiver é um quadro dele”.

Aliás, para quem conhece os trabalhos de Salvador Dalí, fica inegável a forte influência do artista em Will.

Adorei!!

SERVIÇO:
Exposição Will Ferreira
Período: a partir de 17 de Maio até 20 de Junho
Local: Espaço Cultural Frans Café Villágio.
Rua: PIO XII – Shopping Villágio – nº 65 – Santa Rosália – Sorocaba/SP
Horário de visitação: das 10H às 22H
Visitação: Entrada Gratuita.