Kerli

Kerli Kõiv (Elva, 7 de fevereiro de 1987) é uma cantora e compositora estoniana. Durante a juventude, ingressou em competições de canto e assinou seu primeiro contrato musical aos quatorze anos de idade. Após se especializar em composição e chamar a atenção do meio da música, entrou na gravadora Island dos Estados Unidos em 2006.

O álbum de estreia de Kerli, Love Is Dead, de 2008, atingiu o número 126 da tabela Billboard 200 e sua primeira canção lançada como single, “Walking on Air”, obteve popularidade na Europa. Entre 2010–11, a artista participou da trilha sonora inspirada no filme Alice no País das Maravilhas com “Tea Party” e cocompôs “Skyscraper” para Demi Lovato. Em 2013, Kerli lançou seu segundo extended play (EP), Utopia. Ela é a artista estoniana mais conhecida internacionalmente e o jornal Eesti Ekspress a nomeou uma das “100 Mulheres Estonianas Mais Influentes”.
Índice

1 Biografia
1.1 Infância e adolescência
2 Carreira
2.1 Início (2002–04)
2.2 Love Is Dead (2005–08)
2.3 Utopia (2009–atualmente)
3 Estilo musical
4 Relacionamento com admiradores e imagem pública
5 Apresentação no Brasil
6 Discografia
7 Prêmios e indicações
8 Notas
9 Referências
10 Ligações externas

Biografia
Infância e adolescência

Kerli Kõiv nasceu em 7 de fevereiro de 1987 em Elva, Tartumaa.[1][2] Filha de Toivo Kõiv e da fisioterapeuta Piret,[3] tem uma irmã três anos mais nova, Eliisa Kõiv.[4][5] A Estônia estava sob domínio da União Soviética e de acordo com a artista, as pessoas tinham uma mentalidade muito restrita por este acontecimento, o que fez ela ter uma infância difícil ao não receber uma atenção necessária por parte de seus familiares adultos; o país se tornou independente quando Kerli tinha quatro anos de idade.[6][7] Desde cedo, aprendeu a língua inglesa e teve aulas de canto, dança de salão, balé e teatro, contando com o auxílio de seu avô, que é um compositor.[8][9] Aos oito anos, iniciou os seus estudos de música clássica e aprendeu a tocar piano. Por volta dos doze, compôs sua primeira canção.[9]

A casa de sua família onde cresceu ficava no meio de uma floresta, uma vez que o município era pequeno e havia somente 5 mil habitantes até então.[9] Estudou na escola local Elva Gümnaasium e mais tarde na Tartu’s Miina Härma Gymnasium, a qual abandonou aos dezesseis anos para se dedicar à carreira musical.[2][8]
Carreira
Início (2002–04)

Tendo participado de competições de canto durante sua juventude,[10] Kerli ingressou na edição de 2002 da Fizz Superstar — embora a idade mínima fosse quinze anos, a cantora mentiu no ato da inscrição ao afirmar que teria quatorze. Ela apresentou “I’m Like a Bird”, de Nelly Furtado, e venceu o concurso.[11][12] Seu prêmio foi um contrato com a gravadora Universal Sweden, da qual saiu após seu agente ser despedido. Um editor de Estocolmo ouvi seu material e a convidou a trabalhar com uma equipe de composição para se especializar na área. Kerli passou os dois anos seguintes compondo faixas enquanto viajava da Estônia à Suécia.[1] Durante esse período, em 2003, o grupo ao qual fez parte, Kerli & Locatellis, competiu no evento sueco Melodifestivalen com seu single local “Let’s Go” e chegou à rodada da segunda semifinal.[13][14][15] Em 2004, a estoniana cantou “Beautiful Inside” no Eurolaul, promovido para selecionar um artista do seu país no Festival Eurovisão da Canção, e alcançou a segunda colocação.[16] A partir de então, Kerli começou a chamar a atenção da mídia estoniana e de membros da indústria musical europeia.[17][18]
Love Is Dead (2005–08)

Aos dezoito anos de idade, Kerli foi convidada a viajar até Nova Iorque, Estados Unidos pelo A&R da gravadora Island Def Jam Joshua Sarubin,[19] que havia ido a Estocolmo após um funcionário da companhia ouvir as canções de demonstração da cantora.[1] Em junho de 2006, a artista prestou uma audição a L.A. Reid, então presidente da Island Def Jam, cuja subsidiária é a Island, para a qual a estoniana assinou um contrato musical.[11] Consequentemente, Kerli se mudou para Los Angeles,[20] dando início à elaboração do seu primeiro álbum de estúdio, produzido majoritariamente por David Maurice.[19] As faixas escritas no processo foram acrescentadas às já feitas durante o percurso profissional de Kerli, totalizando cerca de cento e cinquenta músicas.[8]

Após a prévia com seu extended play (EP) autointitulado de 2007,[21] o álbum de estreia de Kerli, Love Is Dead, foi lançado em 7 de julho de 2008. Descrito pela artista como “os cinco anos mais depressivos da minha vida” e com letras sobre “enfrentar obstáculos”,[6][22] o disco de música pop e rock alternativo recebeu críticas mistas.[23][24] O portal Allmusic o denominou como “um dos (…) mais únicos lançados por uma grande gravadora em 2008”,[23] enquanto o jornal Los Angeles Times observou que o conjunto é “cheio de contradições”,[25] que incluem o efeito de “luz e escuridão” na música do material.[23][22] Nos Estados Unidos, a obra atingiu o número 126 da tabela musical Billboard 200 e até 2011, vendeu 67 mil cópias no país, de acordo com a Nielsen SoundScan.[26][27] A primeira canção a servir como single do trabalho, “Walking on Air”, ficou entre as quarenta primeiras posições em países europeus e chegou ao 75° lugar da lista continental European Hot 100 Singles.[28][29] “Creepshow”, a segunda faixa de divulgação do Love Is Dead, teve distribuição nos Países Bálticos.[30] A apresentação de Kerli para “Walking on Air” nos Scream Awards de 2008 foi elogiada por Tim Burton e destacada na capa do Los Angeles Times.[31][32] Nos MTV Europe Music Awards (EMA) do mesmo ano, a cantora foi indicada à categoria Best Baltic Act[A].[33]
Utopia (2009–atualmente)

Em 2009, Kerli teve sua turnê como artista de abertura do grupo finlandês The Rasmus cancelada em função do início da gravação do seu segundo álbum de estúdio.[34] Em 2010, Love Is Dead venceu a categoria da Estônia nos European Border Breakers Awards (EBBA) pelo desempenho de Kerli na Europa e a cantora participou da trilha sonora inspirada no filme de Burton Alice no País das Maravilhas, Almost Alice, com duas faixas: “Tea Party”, um single do disco, e “Strange”, um dueto com a banda alemã Tokio Hotel.[35][36] Em 2011, “Skyscraper” — canção cocomposta pela artista — foi lançada como o primeiro single do terceiro álbum da estadunidense Demi Lovato, Unbroken.[37] A música atingiu a décima posição da lista Billboard Hot 100 e venceu o MTV Video Music Award (VMA) para “Melhor Vídeo com Mensagem” em 2012.[38][39] Em 20 de agosto de 2011, Kerli se apresentou no Vabaduse laulu, evento musical promovido para comemorar os vinte anos de independência da Estônia.[40]

Após os singles promocionais “Army of Love” (2011) e “Zero Gravity” (2012),[41] a estoniana anunciou que seu segundo disco estava finalizado e se chamaria Utopia.[42][43] Em outubro de 2012, a companhia de direitos de músicos Warner/Chappell Music publicou que Kerli assinara um contrato mundial com a empresa em reconhecimento do seu trabalho como compositora.[44] Em dezembro, o vazamento do Utopia na Internet causou seu lançamento em 19 de março de 2013 no formato de EP com metade das faixas do projeto original.[45][46] O trabalho atingiu os números 196 e nove nas tabelas Billboard 200 e Dance/Electronic Albums, respectivamente.[47][48] Seu primeiro single, “The Lucky Ones”, alcançou o topo da Hot Dance Club Songs.[43][49] Kerli afirmou ao jornal Postimees em abril que começara a trabalhar no seu terceiro álbum de estúdio.[50]
Estilo musical

No início de sua carreira, foi comparada a outras vocalistas como Amy Lee, Avril Lavigne e Björk — uma de suas favoritas —[51] pelo seu som e conteúdo lírico,[52][23][53] além de ter sido rotulada como “emo”.[54] Em resposta a comentários do tipo, diz não ter grandes inspirações, mas sim na vida em geral,[9] assim como não gostar de ser classificada em um gênero por acreditar que a arte não precisa ser restringida.[51] De acordo com a revista Billboard, “seu estilo musical é difícil de definir” por sua natural música alternativa com elementos de pop e rock.[55] O tema mais comum de suas canções é enfrentar obstáculos. Seu processo de composição é feito a partir de anotações do que as pessoas estão sentindo e pensando, e então, através do que absorve, cria sua própria ideia.[56] Kerli também lê livros usados para procurar por palavras, títulos e conceitos que resultam numa obra musical.[57] Para “Army of Love”, por exemplo, a artista estudou sobre a Segunda Guerra Mundial, cujo tema de exército influcenciou a elaboração da faixa.[58] Embora seja estoniana, as letras das suas músicas são em inglês.[59]

Grande parte do seu interesse em exprimir sentimentos ocorre por não ter se desenvolvido em um ambiente liberal e com exposição de emoções como era seu país durante a época da União Soviética. Em função de crescer ao redor de uma visão ateísta do mundo, sempre teve vontade de conhecer causas diferentes, mas sem ter uma religião. Kerli diz acreditar em diversos seres como anjos da guarda (aos quais ela listou nos agredecimentos do Love Is Dead)[19] e fadas, com a influência da natureza em sua vida e consequentemente na sua música.[60]
Relacionamento com admiradores e imagem pública
Kerli abraçando um fã no South by Southwest de 2011.

Kerli afirma ter tido o sonho de se tornar cantora desde sua infância e ao longo de seu crescimento compreendeu que “se tu recebeste o talento de criar e dar algo a este mundo, então tens uma grande responsabilidade”.[61] Em 2006, criou uma comunidade de seguidores, denominados Moon Children.[62] Inicialmente um método de ajuda mútuo entre adolescentes, desenvolveu-se em um grupo de pessoas que se conectam e “tentam ser o melhor que puderem”. Seu símbolo é formado por três pontos que representam I.L.U.:[63] integrity (integridade), love (amor) e unity (unidade).[62][27] Ela comentou a respeito: “Tu não precisas ser um fã da Kerli para ser uma Moon Child, muito menos o contrário.”[27] Bubble Goth, seusenso de música e moda,[27] tem como ideal sobrepor fantasia e realidade e a autoexpressão.[27] Esse nome veio a partir de um comentário negativo ao Love Is Dead, cujo crítico chamou o estilo de Kerli de “bubble goth” e ela gostou; a partir de então, adotou a denominação.[64]

Kerli é a artista estoniana mais conhecida fora do país. Em 2011, foi listada como uma das “100 Mulheres Estonianas Mais Influentes” sob “Embaixadoras da Cultura” pelo jornal Eesti Ekspress.[65][66]
Apresentação no Brasil

Em 25 de janeiro de 2013, Kerli apresentou-se em São Paulo, Brasil, no espaço Grand Metrópole através da festa “I Love SP”, que comemorou os 459 anos da cidade.[67][68] A cantora organizou um encontro com fãs próximo à Avenida Paulista e quinhentos admiradores seus compareceram à reunião. Sobre sua permanência no país, ela comentou: “A maneira que eles te amam é tão apaixonante. Todo o país e a cultura são simplesmente incríveis. Eu estou tão apaixonada pelo lugar e mal posso esperar pra voltar”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s